“Trabalhar para sempre. E sem drama”: neoliberalismo e construções pedagógicas distópicas em Exame

Maria das Graças Pinto Coelho, Geilson Fernandes de Oliveira

Resumo


Compreendendo os discursos das mídias, a sua circulação na contemporaneidade e os diversos agenciamentos que deles ocorrem, analisa-se a construção discursiva em torno da temática do trabalho, espiando os ventos do neoliberalismo. O recorte empírico de análise é composto por duas edições da revista Exame, publicação voltada para o setor de negócios e economia que constrói narrativas sobre esta doutrina, mensalmente. Para tanto, faz-se uso dos pressupostos teórico-metodológicos da arquegenealogia foucaultiana, entendendo o discurso como prática que possui condições históricas e é atravessado por relações de saber e poder. Com efeito, constata-se que os discursos agenciados pela revista sobre o trabalho constituem-se como práticas sociais produtoras de sentidos, sociabilidades e subjetividades.


Palavras-chave


Discurso das Mídias; Trabalho; Revista Exame; Sociabilidade; Neoliberalismo

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